Maroquinhas Frufru
Como prometido, aqui vai uma pormenorização sobre a opereta “Maroquinhas Frufru”, de Ernst Mahle. Apresentada pela primeira vez em 1961 pelo Tablado.
Uma cidadezinha de interior. Uma praça com um poço, um poste e bancos. Cosme e Damião estão fazendo a ronda e comentam “É hoje a festa”. Daí para frente tem início o dia que transformará a vida de todos os personagens envolvidos. Uma festa à fantasia, um concurso de bolos de chocolate, cinco concorrentes (Maroquinhas, Bolandina e as três Flores) e um colar de pérolas como prêmio. Paixões, intereresses, ardilosidades. No fim tudo se resolve, mas não volta a ser como antes.
A estrutura musical é simples. Constituída basicamente de recitativos, a opereta é leve e rápida. Algumas arietas aqui e ali temperam os diálogos. Destaque para a ária da receita (“125 gramas de manteiga…”) , cantada pelos juízes de bolo, e para a canção “Ah, se meu bolo ganhar”, cantada pelos participantes do concurso. Dois atos sem interrupção.
A instrumentação também é simples, um quinteto de cordas, um quarteto de madeiras, uma trompa e percussão média, precisando de um total de 11 elementos. É o suficiente para criar os climas, amarrar a história e fazer pano de fundo.
A opereta terá récitas no dias 27, 28, 29 e 30 de maio, na Escola de Música da UFRJ (Rua do Passeio, 98, Lapa). Horários: dia 27 (terça-feira) às 16h, dia 28 (quarta-feira) às 18h30, dia 29 (quinta-feira) às 15h e dia 30 (sexta-feira) às 18h30.
Direção musical de Maria José Chevitarese. Regência de Danielly Souza e Ana Cláudia Reis. Direção cênica de Arnaldo Marques.